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ADEMIR QUINTINO
Mais um colunista da Academia Esportiva
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26 de Julho de 2010
O retorno da sorte e da autoconfiança
O Santos interrompeu uma série incômoda de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro ao vencer o São Paulo por 1 a 0, na Vila Belmiro. Mais do que os três pontos, o reencontro com a vitória, da confiança e a autoestima do elenco recuperadas a três dias da primeira partida da decisão da Copa do Brasil, contra o Vitória.
Conforme este jornalista anunciou via Twitter desde quinta-feira, o técnico santista Dorival Jr. poupou atletas - Robinho, Wesley, Pará, entre outros - e promoveu o retorno do experiente Marquinhos, que cadencia e dá bastante qualidade na troca de bola. O São Paulo é a maior vítima do time alvinegro no ano (quatro vitórias em quatro partidas).
Apesar de um jogo morno, gostei do primeiro tempo santista, principalmente o lado esquerdo, com o excelente Alex Sandro, um dos melhores em campo e confirmado para a final da Copa do Brasil. Com a chegada de PH Ganso e Neymar caindo pelo setor, o Peixe chegava fácil a meta de Rogério Ceni, mas finalizava mal. Faltou a velocidade que tanto impressionou no primeiro semestre.
No segundo tempo, o fim do divórcio com a falta de sorte. Cruzamento do “patrão” Marquinhos e Renato Silva marcava contra a própria meta.
Ricardo Gomes, que também poupou diversos titulares pensando na Libertadores, colocou Washington. Em seguida, bola na área santista e caprichosamente o centroavante cabeceou e a bola tocava no travessão. Era a evidência de que a “sorte” tinha retornado ao templo sagrado do futebol.
Quarta-feira, começam as finais da Copa do Brasil. Dorival Jr. já definiu que Alex Sandro será o lateral-esquerdo titular e que Bruno Aguiar fica com a vaga de Dracena que está suspenso.
Todos os caminhos no dia 28 levam a Vila Belmiro, onde o torcedor santista tem que ser o décimo segundo homem em campo. Até porque na boa terra já estão comemorando o título de forma antecipada, e isso é muito perigoso.
Raio- X do adversário a ser batido
Gravei os últimos jogos do time baiano e assisti várias vezes para fazer uma análise do rubro-negro. A conclusão que cheguei é de que será um adversário dificílimo, que está jogando muito bem fora de casa, extremamente bem organizado pelo seu treinador Ricardo Silva, e que não chegou à toa à final da Copa do Brasil. O time baiano tem inclusive jogadores com capacidade para decidir a competição, como o veterano Ramón, especialista na bola parada.
Em relação ao time que se classificou para a final da Copa do Brasil vencendo o Atlético Goianiense no Barradão (Viáfara; Nino Paraíba, Wallace, Reniê e Egídio; Uelliton, Vanderson, Bida - Neto Coruja e Ramon Menezes - Neto Berola; Elkeson e Júnior), apenas seis deles devem estar em campo na Vila Belmiro. Alguns foram negociados, caso de Neto Berola, que foi para o Atlético Mineiro.
Ricardo Conceição, Evandro, Thiago Humberto, Henrique, Renan Oliveira e Soares, contratados recentemente pelo clube baiano, não podem jogar as finais.
O lateral-direito Nino Paraíba, no departamento médico, e o goleiro Viáfara, suspenso com o terceiro cartão amarelo, também não enfrentam o Santos no primeiro jogo da decisão. Na Vila, Lee será o goleiro titular. Ele, até pouco tempo, era apenas o terceiro goleiro, mas em razão do reserva imediato de Viáfara, Vinicius, ter ido muito mal no Campeonato do Nordeste, Lee passou a ser o suplente do colombiano.
O Vitória joga num 4-4-2, com variações para o 4-3-3. Ramon é o coordenador de jogadas e explora muito a velocidade de Elkeson, o bom apoio de Egídio na ala esquerda e a força física de Junior dentro da área. Um time equilibrado, que marca bastante. Seu ponto fraco é não alternar jogadas pelos lados do campo. Usa demais o lado esquerdo para agredir o adversário, principalmente no contra-golpe e deixa espaços no lado direito de sua defesa.
Apesar do técnico Ricardo Silva ter afirmado que só vai revelar o time que enfrenta o Peixe minutos antes da partida, a provável formação no primeiro jogo da final, quarta-feira, será Lee; Jonas, Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Neto Coruja (Bida), Fernando e Ramon; Elkeson e Júnior.
A favor do time soteropolitano: o fato de decidir em casa, onde contam com uma torcida fantástica, fanática, e no Barradão o time baiano é sempre muito forte.
Agora é o momento de toda coletividade alvinegra praiana colaborar, empurrar e emanar todas as energias positivas possíveis e imagináveis para este time, que mesmo com algumas brigas entre jogadores como um possível ingrediente de possível inicio de crise, merece a confiança de todos, pois futebol sabemos que os Moleques da Vila tem para vencer a Copa do Brasil, já no jogo de ida, para ir com uma boa vantagem para o jogo da volta. Isto é mais do que necessário.
O COLUNISTA: Ademir Quintino é repórter da Equipe Líder (Rádio Tupi AM de São Paulo), há 13 anos cobrindo o Santos. Em rádio, passou por Cacique, Atlântica, Guarujá, CBN e Cultura, todas na Baixada Santista, e RBV, Capital, Terra e AM da Cidade, em São Paulo. Em TV, passou pela Santa Cecília e TV COM, na Baixada, TV Pólo de Cubatão e CNT em São Paulo.
E-MAIL: ademirquintino@bol.com.br
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